Seja o amor da sua vida: Cuide de si mesmo.

Seja o amor da sua vida: Cuide de si mesmo.

Antes de mais nada devemos pensar: O que é cuidar de mim mesmo? Cuidamos de nós mesmo quando evitamos o que nos faz mal: Quando afastamos de nós situações e pessoas que nos prejudicam, quando deixamos para trás mágoas e rancores do passado, quando damos prioridade ao nosso bem estar, quando somos assertivos em nossas decisões, quando perdoamos aos outros e nos perdoamos.

Cuidar-se é escutar as próprias necessidades e compreender que podemos nos permitir receber o melhor, que merecemos amor e compaixão. Não ofereça a si mesmo mais julgamentos, castigos e cobranças do que os que o mundo exterior muitas vezes já oferece.

Algumas pessoas temem que se transformem em egoístas ou convencidas, ao colocarem-se no topo das suas prioridades, mas será que apenas por ter amor próprio ou auto estima uma pessoa se tornaria capaz de passar por cima de todos outros para concretizar os seus próprios objetivos? Claro que não.

Amar a si mesmo não é olhar apenas para o próprio umbigo. Uma pessoa que gosta de si mesma não tem de ver satisfeitos todos os seus desejos nem está permanentemente em estado de euforia. Sejamos honestos: Ninguém é perfeito. Ter amor próprio é gostar de si, não necessariamente 24 horas por dia.

Mesmo com auto estima elevada e amor próprio podemos e devemos reconhecer nossos erros, ter momentos de arrependimento e até de revolta com nós mesmos. Devemos ter a capacidade de experimentar emoções negativas em relação a nós mesmos, para que possamos nos conhecer melhor, nos perdoar e vivenciar o amor próprio sabendo que temos qualidades e defeitos, e que podemos sempre melhorar.

O que diferencia uma pessoa que cuida de si não é a inexistência de amarguras, mas sim a capacidade para sair desse estado. Quando cuidamos de nós mesmos, aprendemos a gerenciar melhor os momentos de conflito, pensando em nossa saúde física e mental.

Estudos já demonstraram que uma exposição prolongada a sentimentos negativos como o estresse, por exemplo, pode ocasionar a redução das defesas do corpo, tornando-o vulnerável a doenças. (Mendes, 2002)

Portanto a baixa imunidade é resultado das escolhas, conscientes ou inconscientes, do indivíduo, que deixa de pensar em si, de cuidar-se, e passa a se agredir, optando por uma alimentação inadequada, abuso de cigarro, álcool, e outras drogas, sedentarismo, etc. Maus hábitos que podem ter raízes emocionais, como traumas, mágoas, depressão e ansiedade. 

Hoje busca-se tratamento para a consequência e não para a causa, que continua sendo ignorada. Sem ser conscientes disso, acabamos procurando que os outros nos ofereçam o que nós mesmos não nos damos. É comum tentarmos cuidar de outras pessoas não nos atentando para o que realmente precisam, mas sim buscando encontrar sensações e sentimentos positivos que não encontramos em nós mesmos.

Muitas vezes também pensamos ter força o suficiente para cuidar dos outros antes de cuidar de nós mesmos.  Não podemos oferecer nada que não temos, e se não trazemos em nós nem o nosso próprio amor, respeito e compreensão, dificilmente poderemos oferecê-los para as outras pessoas.  Se permita errar e acertar, liberte-se das culpas e se permita conhecer o verdadeiro amor da sua vida: você mesmo.

  
Viviane L. Maldonado da Costa
Psicóloga e Coach Pessoal e Profissional
CRP 06/131700


Referências Bibliográficas: Mendes, Aida Maria de Oliveira Cruz. Stress e imunidade: Contribuição para o estudo dos factores pessoais nas alterações imunitárias relacionadas com o stress. 2002. 

 

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Sobre o autor

 

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Viviane Maldonado

Sou Psicóloga (CRP 06/131700), e Self & Professional Coach. Atendimentos clínico, online e à domicílio. Coaching Pessoal e Profissional, Coaching Jurídico, Psicoterapia Adulto e Infantil, Avaliação Psicológica, Orientação de pais, Orientação Vocacional e Profissional, Arteterapia, Trabalhos com Grupos, Palestras, Workshops e Cursos.

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